Adeus Wordpress. Olá Jekyll!

Obrigado por me servir por tantos anos, Wordpress. Mas é hora de explorar outra forma de publicar.

18/08/2018

Desde 2008, meu site roda em uma instalação própria de Wordpress. Não me leve a mal – eu ainda acho o Wordpress a plataforma de gerenciamento de conteúdo mais poderosa que existe. Mas como isso aqui é o meu sandbox pessoal, resolvi dar uma sacudida e passar tudo pra conteúdo estático.

Mas por que resolvi fazer isso? Vamos comparar os dois:

  • O Wordpress é um sistema bastante complexo, construído em PHP. Todo o conteúdo do site fica em um banco de dados MySQL e as páginas do site são geradas dinamicamente à partir desse conteúdo.
  • O Jekyll é um construtor de páginas estáticas. Ele não possui banco de dados, e todos os arquivos são simplesmente HTML estático.

Então, com o Jekyll, em vez de eu escrever um post no painel de administração e publicar o conteúdo pro banco de dados, eu escrevo os posts em formato Markdown, e o Jekyll compila os arquivos .html das páginas estáticas.

Pode parecer meio inconveniente publicar dessa forma, mas há algumas vantagens:

  • Não preciso mais pagar pela hospedagem – os arquivos ficam num repositório do Github, que é gratuito.
  • A estrutura é mais simples de se manter – nenhum banco de dados e menos arquivos para gerenciar.
  • Toda a manutenção é feita via controle de versão, então o backup acontece automaticamente.
  • O site é muito mais rápido, pois o servidor não precisa ficar se comunicando com um banco de dados sempre que carrega uma página.
  • Por não ter banco de dados, é muito mais seguro, impedindo que um hacker faça SQL injection, por exemplo.

Ou seja, manter um servidor com PHP + MySQL e uma instalação Wordpress e seus plugins que precisam de constante atualização só pra servir um site que eu atualizo com pouca frequência me parece overkill. Eu cheguei a cogitar o Medium, mas você leitor merece mais do que pop-ups pedindo pra assinar o serviço, e eu mereço mais do que uma plataforma que usa o meu conteúdo pra se promover.

P.S.: Aproveitei essa migração para experimentar o interessantíssimo Bulma, como framework de css.

← Uma conversa pra entender Bitcoin em 7 minutos